A inteligência artificial vem ampliando espaço no mercado financeiro global, com crescimento do uso em operações, atendimento, análise de dados e tomada de decisão. O sexto relatório anual “NVIDIA State of AI in Financial Services” mostra que a adoção da tecnologia no setor atingiu seu nível mais alto.
Baseado em pesquisa com mais de 800 profissionais do mercado financeiro em diversos países, o estudo aponta que 65% dos entrevistados disseram que suas empresas já utilizam IA de forma ativa. No levantamento anterior, esse percentual era de 45%.
O levantamento mostra ainda que quase 100% dos participantes informaram que seus orçamentos voltados à inteligência artificial irão crescer ou permanecer estáveis no próximo ano. Além disso, 89% dos entrevistados afirmaram que a IA contribui para elevar a receita anual e reduzir custos. Adicionalmente, 73% dos executivos disseram considerar a tecnologia essencial para o sucesso futuro de suas empresas.
No recorte por aplicações, 61% afirmaram usar ou avaliar inteligência artificial generativa, avanço de 52% em relação ao ano anterior. Já a IA agente aparece em expansão: 42% disseram usar ou analisar essa tecnologia, enquanto 21% relataram já ter implementado agentes de IA.
“A tradição do uso da tecnologia de IA no mercado financeira já é longa, e daqui para frente a tendência é que mais e mais possamos contar com essa ferramenta para decisões mais assertivas, análises mais complexas e completas e possamos transformar para sempre as finanças globais por meio da tecnologia”, comenta Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.
No Brasil, o levantamento “IA na Gestão de Recursos”, de 2026, produzido pela equipe de Análise de Fundos da XP, reforça esse movimento. A pesquisa ouviu 71 gestoras que, juntas, representam aproximadamente metade do patrimônio da indústria brasileira de fundos, cerca de R$ 5 trilhões em ativos sob gestão.
Entre os resultados, 97% das gestoras afirmaram já utilizar inteligência artificial em suas atividades diárias. O uso inclui não apenas IA generativa, mas também modelos preditivos, sistemas de classificação e algoritmos de machine learning aplicados a decisões complexas, como gestão de risco e seleção de portfólio.
Segundo o estudo, 80% das gestoras usam IA não generativa para processamento de linguagem natural e análise de textos, 70% para classificação e categorização de dados, 63% em modelos preditivos, 63% em sistemas de monitoramento e alerta e 43% em otimização de portfólio.
Dados da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada pela Deloitte, mostram cenário semelhante no setor bancário. De acordo com o levantamento, 82% dos bancos no Brasil já incorporam IA generativa em suas operações de diferentes formas. O estudo também aponta ganho médio de 11% na produtividade em tarefas que passaram a utilizar a tecnologia.






