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Wicomm amplia uso de IA e projeta até 35% da receita ligada a soluções próprias em 2027

Empresa mantém cerca de 20 aplicações ativas e destina parte do tempo da equipe ao desenvolvimento e capacitação em inteligência artificial

Tempo de leitura: 2 minutos


A inteligência artificial deixou de ser apenas um campo de testes e passou a ocupar posição estratégica na operação da Wicomm. Atualmente, a empresa mantém cerca de 20 aplicações proprietárias de IA em funcionamento e estima que 15% da receita venha diretamente dessas soluções em 2026, percentual que pode alcançar 35% em 2027.

O avanço está apoiado em uma política estruturada de investimento: 20% do tempo dos colaboradores é destinado à capacitação técnica, enquanto aproximadamente 10% da equipe atua exclusivamente no desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Os reflexos aparecem nos resultados dos clientes, principalmente em estratégias de SEO e performance digital. Uma das soluções, voltada à produção de conteúdo otimizado para SEO e GEO, elevou um portal de saúde de zero cliques mensais para mais de 500 mil acessos orgânicos por mês. Já uma ferramenta de criação automatizada de páginas contribuiu para um aumento de 120% na receita orgânica de um cliente do setor de moda.

Paralelamente às iniciativas voltadas ao desempenho externo, a empresa também utiliza IA para aprimorar processos internos, com foco em padronização, qualidade e eficiência.

A tecnologia também passou a impactar etapas consideradas críticas. Processos de validação em projetos de UX, desenvolvimento e SEO, que antes levavam cerca de duas semanas, passaram a ser concluídos em quatro dias com o suporte de modelos capazes de identificar riscos e oportunidades nas fases iniciais.

Na área de conteúdo, a produção mensal avançou de uma média de 15 para mais de 50 materiais automatizados, mantendo planejamento e revisão da equipe de redação para assegurar consistência e alinhamento estratégico.

No cotidiano operacional, o uso das aplicações reduziu o tempo de execução de tarefas que antes consumiam dias, agora resolvidas em poucas horas. O ganho de escala permitiu ampliar o volume de projetos e preservar o padrão técnico das entregas. Além disso, a capacidade de desenvolver soluções sob demanda possibilitou a criação de ferramentas direcionadas a desafios específicos de clientes.

Para o CEO da Wicomm, Felipe Coelho, o diferencial está na integração da tecnologia à cultura organizacional. “Ferramentas são só o começo. O que faz diferença é a cultura de uso da IA no dia a dia do time”, afirma.

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