A expansão da inteligência artificial e da transformação digital tem alterado o perfil das lideranças corporativas em diferentes setores. Segundo avaliação da consultoria de executive search e liderança Boyden, cresce a demanda por executivos capazes de integrar tecnologia, estratégia e governança nas organizações.
De acordo com a empresa, essa busca por novos perfis está associada à necessidade de as companhias adaptarem seus modelos de negócio e ampliarem a capacidade de inovação. Entre os fatores que impulsionam a contratação de executivos estão a necessidade de competências voltadas a ambientes digitais e orientados por dados, a expansão para novos mercados e a transformação dos modelos operacionais com adoção acelerada de tecnologias como inteligência artificial.
Para Chad Hesters, presidente e CEO global da Boyden, a relação entre estratégia corporativa, tecnologia e liderança tornou-se um dos principais desafios para empresas em todo o mundo. Ex-oficial de inteligência da Marinha dos Estados Unidos, Hesters afirma que conselhos de administração têm se envolvido cada vez mais em decisões relacionadas à gestão de talentos.
“O foco em talento no nível de conselho reflete um engajamento cada vez maior dos boards nas operações e estratégias das organizações, à medida que empresas e líderes precisam se adaptar em tempo real”, diz.
Ele acrescenta que o avanço tecnológico também exige novas competências de liderança. “As capacidades digitais e a estratégia empresarial estão profundamente interligadas, acelerando o ritmo das mudanças e reforçando a necessidade de fluência digital em todos os níveis da organização”.
No Brasil, a consultoria afirma atuar no apoio a empresas familiares, organizações de médio porte e multinacionais na definição de estratégias de liderança alinhadas às transformações do mercado. Nesse contexto, especialistas apontam que o planejamento estruturado de sucessão executiva tem se tornado um elemento relevante para garantir continuidade na gestão e desenvolvimento de talentos internos.
Além disso, fatores como propósito corporativo e cultura organizacional têm ganhado importância na atração e retenção de executivos em posições de liderança.






