A inteligência artificial generativa já faz parte da rotina de muitos trabalhadores no Brasil. Segundo a pesquisa A caminho da Supermind: Pessoas habilitadas em IA, realizada pelo MIT Sloan Review Brasil em parceria com Talenses Group, Talent Academy e Crias, 63% dos participantes afirmaram conhecer e utilizar diariamente alguma ferramenta de IA, frequentemente por mais de uma hora ao dia.
Entre as tecnologias mais utilizadas estão ChatGPT (58,5%), Gemini (31,6%) e Copilot (25,1%). O levantamento indica ainda que 78% dos entrevistados utilizam duas ou mais ferramentas, e 30% chegam a usar quatro ou mais. Esse uso frequente acompanha uma percepção relevante de impacto: 39% classificam o efeito na produtividade como “alto” e 23% como “muito alto”.
Em termos de domínio, 47% se consideram intermediários e 16,8% avançados, ou seja, capazes de extrair resultados consistentes da tecnologia. Entre os desafios apontados estão falta de transparência nos algoritmos (60%), ausência de capacitação (35%) e preocupações com privacidade (39%).
O estudo também aponta diferenças geracionais: a Geração Z é a que mais utiliza IA e percebe maior valorização profissional ao incorporar essas ferramentas. Quanto aos perfis psicológicos, predominam os “Sentinelas” (49%), seguidos por “Visionários” e “Diplomatas” (19% cada), enquanto os “Exploradores” (13%) se destacam entre aqueles que usam IA de forma contínua e consistente.
O conceito de “supermind” descrito pela pesquisa refere-se à colaboração entre humanos e máquinas, potencializando a inteligência coletiva com apoio tecnológico. Esse movimento não se limita ao ambiente corporativo: na educação, por exemplo, a plataforma TutorMundi, que conecta estudantes a tutores universitários em tempo real, aplica a mesma lógica de integração entre humano e tecnologia.
Na prática, o TutorMundi já contabiliza mais de 700 mil monitorias realizadas entre 2019 e 2025. Somente em 2024, foram mais de 47 mil horas de atendimento, equivalentes a cinco anos contínuos de monitoria. A plataforma combina IA nos bastidores, para triagem e revisão de dúvidas, com interação humana ao vivo, oferecendo suporte personalizado, ético e disponível 24 horas por dia.
A pesquisa reforça que o futuro do trabalho e da educação dependerá da capacidade de integrar pessoas e sistemas em um modelo colaborativo, que una produtividade, criatividade e uso ético das novas tecnologias.






