Planos

Aquisição de supercomputador de IA do Rio de Janeiro pode ser concretizada em 2026

Máquina com cinco unidades B200 da NVIDIA será o núcleo do Centro de Excelência em IA da cidade

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O Rio de Janeiro tem planos para assumir um papel de protagonismo no cenário brasileiro de inteligência artificial. A cidade pretende concretizar, no ano que vem, a compra supercomputador da NVIDIA para desenvolver soluções baseadas em IA para o município.

A previsão foi feita pelo subsecretário de Formação e Projetos Tecnológicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação, Gabriel Medina, durante primeiro dia do seminário INOVA IA 2025, no Centro do Rio de Janeiro, na terça-feira (25).

Segundo Medina, serão compradas cinco máquinas B200, equipamento que, por capacidade, é cerca de quinze vezes mais potente do que uma H100. O subsecretário destacou que a infraestrutura representa um passo inédito para uma administração municipal.

“Este supercomputador será o coração de um Centro de Excelência em IA voltado para a criação de soluções para as cidades. A ideia é que este supercomputador ajude a organizar a produção acadêmica e científica presente no Rio para impulsionar soluções urbanas que melhorem a vida dos cariocas”, destacou.

O subsecretário também citou a Rio AI City, iniciativa da prefeitura que busca posicionar o município como referência nacional em inteligência artificial. A estratégia inclui a construção do que será o maior data center da América Latina, na Barra Olímpica, com previsão de entrega até 2027.

Inovação aberta e democratização

Medina defendeu ainda que o avanço da inteligência artificial no município dependa de inovação aberta em parceria com universidades para enfrentar desafios urbanos. Ele reforçou que a abordagem local precisa estar integrada à Estratégia Brasileira de IA (EBIA).

“A Europa já sinalizou que a concorrência com a China e os Estados Unidos não pode ser enfrentada isoladamente. Uma cidade sozinha não consegue montar uma estratégia de IA. Precisamos pensar de forma consorciada, articular com o país e, inclusive, vislumbrar uma estratégia Sul-Americana e do Sul Global. O objetivo é construir uma IA soberana que ajude o desenvolvimento nacional com linguagem própria, diminua vieses e seja mais inclusiva.”

O subsecretário ressaltou também a estratégia da Prefeitura para a democratização do acesso à tecnologia por meio das Naves do Conhecimento, instaladas em favelas e comunidades. Medina afirmou que a iniciativa passa pela ampliação de cursos e atividades oferecidas nesses espaços.

“Firmamos parcerias com diversas instituições, como a Fundação Roberto Marinho e o Senac — que, no próximo ano, levará duas mil vagas de cursos de IA para as Naves, voltadas tanto para empreendedores quanto para professores”, contou.

Ele ressaltou ainda que a proposta inclui a promoção de educação crítica e midiática nos territórios. Segundo Medina, não basta ofertar tecnologia; é necessário estimular que a população desenvolva leitura crítica das plataformas digitais.

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