O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançaram nesta semana uma chamada pública para selecionar o gestor do Fundo de Investimento em Participações (FIP) voltado à inteligência artificial. As propostas serão avaliadas com base na qualificação da gestora e da equipe, na tese de investimento e nos custos apresentados.
O fundo terá como foco startups intensivas em inteligência artificial, em que a tecnologia seja central para o modelo de negócios e a geração de valor, e não apenas um recurso complementar.
Por meio da BNDES Participações (BNDESPar), o banco poderá aportar até R$ 125 milhões. Já a Finep, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), poderá investir até R$ 80 milhões. A participação de cada cotista-âncora será limitada a 25% do fundo, com o objetivo de atrair outros investidores. Do total aportado pela Finep, 30% serão destinados a startups das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“ O fundo é um importante mecanismo para atingir esse objetivo porque tem potencial de oferta de capital de longo prazo para startups, que em geral, apresentam dificuldade de captação, além de agregar governança e capacidade de acompanhamento compatíveis com projetos baseados em ativos intangíveis, elevados riscos tecnológicos e com forte potencial de escala”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Já Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, destaca que o lançamento de um FIP para investir em startups intensivas em tecnologia faz parte de uma estratégia de desenvolver soluções em Inteligência Artificial que promovam o aumento das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor e melhorem significativamente a qualidade de vida da população.
“Por parte do MCTI e da Finep, o novo FIP é mais uma iniciativa para o atendimento a uma finalidade prevista no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, de tornar o país referência mundial em inovação e uso de IA”, declarou Elias.
A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê a criação de um fundo destinado ao apoio a startups do setor. O objetivo é ampliar o número de empresas, o faturamento e a inserção internacional de negócios brasileiros baseados em IA. O projeto também está alinhado à política Nova Indústria Brasil (NIB).






