Percepções

Brasileiros veem impactos da IA no emprego com mais otimismo que a média global

Estudo da Ipsos aponta percepção ambígua sobre perda de postos de trabalho e criação de oportunidades

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A relação entre inteligência artificial e mercado de trabalho continua sendo percebida de forma ambígua pela população. Globalmente, 67% das pessoas acreditam que a IA levará à perda de empregos, enquanto 46% veem a tecnologia como geradora de novas oportunidades. No Brasil, os entrevistados demonstram um nível ligeiramente maior de otimismo: 61% acreditam que a IA resultará em eliminação de postos de trabalho, ao passo que 50% enxergam potencial de criação de oportunidades.

Os dados fazem parte do relatório “Predictions for 2026”, da Ipsos, que analisou expectativas e percepções de entrevistados em 30 países. Ao todo, foram ouvidos 23.642 adultos. No Brasil, a amostra foi composta por aproximadamente mil entrevistados.

“Apesar dos desafios enfrentados em 2025, os brasileiros mantêm uma visão relativamente otimista para 2026, com expectativas positivas para a economia, fortalecimento dos laços familiares e entusiasmo para acompanhar eventos esportivos como a Copa do Mundo”, afirma Diego Pagura, Chief Client Officer na Ipsos.

Contudo, de acordo com o executivo, preocupações com segurança pública, impacto ambiental e o futuro da tecnologia trazem um equilíbrio à balança, destacando a necessidade de ações governamentais e corporativas que reverberem confiança em um cenário global cada vez mais desafiador.

Expectativas para 2026

Ao projetar o próximo ano, oito em cada dez brasileiros (80%) acreditam que 2026 será melhor do que 2025. O índice supera a média global, que é de 71%. O Brasil também figura entre os países com menor expectativa de recessão em 2026: apenas 36% dos entrevistados acreditam que o país enfrentará esse cenário, frente a uma média global de 48%.

O levantamento também revela diferenças relevantes entre grupos demográficos. As mulheres da Geração Z aparecem como o grupo mais otimista no país: 89% acreditam que 2026 será um ano melhor, contra 77% dos homens da mesma geração. Em seguida, destacam-se as mulheres da geração Baby Boomer, com 88% de otimismo.

Na outra ponta, os homens Baby Boomers formam o grupo menos confiante em relação ao próximo ano: apenas 59% deles acreditam que 2026 será melhor do que 2025.

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