Mineração

Estudo da Deloitte aponta inteligência artificial como motor da transformação no setor de mineração

Relatório global destaca papel da digitalização para sustentabilidade, eficiência e formação de mão de obra na indústria de metais e minerais

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Um novo levantamento global elaborado pela Deloitte aponta como o setor de mineração está apostando na inteligência artificial para impulsionar os negócios e a busca por novas reservas. Em sua 17ª edição, o estudo “Tracking the Trends 2025” destaca que o uso estratégico de dados públicos geocientíficos já vem auxiliando mineradoras na localização de novos depósitos minerais. Essas informações, disponibilizadas gratuitamente por levantamentos governamentais, quando associadas a análises avançadas e ferramentas de IA e aprendizado de máquina (ML), podem transformar as etapas de prospecção.

“O setor de mineração e metais deve abraçar a tecnologia como um imperativo estratégico, um catalisador para a inovação, a sustentabilidade e a capacidade de atender às demandas. A liderança que reconhece e investe nessas tendências colocará sua empresa à frente na corrida por minerais essenciais e na construção de um futuro mais resiliente e eficiente”, afirma Patrícia Muricy, sócia-líder da Indústria de Mineração da Deloitte.

A migração para “operações inteligentes” é outro ponto analisado no documento. Mais do que a adoção de ferramentas digitais, trata-se de uma reorganização estrutural que une tecnologias operacionais (OT) e sistemas de tecnologia da informação (TI) ao longo de toda a cadeia de valor. Essa integração permite aprimorar processos, elevar a produtividade e apoiar decisões orientadas por dados desde a engenharia e o projeto até a produção, o processamento e a manutenção.

“A aplicação de IA, gêmeos digitais e análise preditiva em minas contribui para torná-las mais economicamente sustentáveis e resilientes, gerando ganhos mensuráveis em eficiência, segurança e desempenho de sustentabilidade ambiental”, afirma Tim Wiesel, sócio de Artificial Intelligence & Data na Deloitte.

A busca pela otimização completa da cadeia de valor — conectando a atividade mineradora, as plantas de processamento e os clientes finais — requer coordenação próxima entre geólogos, engenheiros de minas, engenheiros de processo e áreas de marketing técnico, sustentada por sistemas de gestão de dados mais sólidos. “Nesse sentido, é fundamental que as mineradoras tenham uma liderança e uma equipe dedicada à gestão de dados para garantir uma única fonte e análises que sirvam a todas as funções de negócios”, complementa Maria Dantas, sócia de Capital Humano da Deloitte.

Ela avalia ainda que a inteligência artificial, especialmente a IA Generativa (GenAI), terá papel decisivo na requalificação profissional e na mitigação da escassez de talentos. “Ao automatizar tarefas rotineiras, a IA libera os trabalhadores do setor para se engajarem em atividades de maior valor, criativas e estratégicas. Isso é crucial para uma indústria que precisará de cerca de 700 mil novos trabalhadores em minerais críticos até 2030”, conclui Maria Dantas.

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