A inteligência artificial aparece como a tecnologia com maior impacto esperado no setor de segurança eletrônica para 2026. De acordo com a quarta edição do Relatório de Segurança Eletrônica – Panorama 2025 e Tendências 2026, da Avantia, 95,2% das organizações colocam a IA como prioridade.
Na sequência, aparecem a integração de sistemas críticos (44,8%) e o uso de video analytics e reconhecimento inteligente (41,9%). O levantamento também indica uma mudança na adoção da tecnologia: em 2024, apenas 32,8% das empresas investiam em IA.
“A inteligência artificial consolidou-se como o principal motor de transformação do setor de segurança eletrônica em 2025. Nossa pesquisa mostra que 100% dos participantes consideram a IA relevante para suas operações, com a maioria classificando-a como de altíssima relevância (nota 5)”, afirma Silvio Aragão, CEO da Avantia.
O estudo foi realizado no final de 2025 com 105 organizações de diferentes portes e setores, como tecnologia, indústria, setor público, serviços, logística, energia, construção e agronegócio. A maioria das empresas é brasileira, com participação de multinacionais, e os respondentes ocupam cargos como CEO, CIO, CTO e gestores de segurança.
Os dados mostram que o setor mantém trajetória de crescimento. Em 2024, o faturamento médio chegou a R$ 14 bilhões, com alta de 16,1%, segundo o Panorama ABESE 2024/2025. O avanço está associado à digitalização, à integração entre segurança física e digital e à expansão do 5G, que amplia a conectividade de dispositivos IoT, videomonitoramento e soluções em nuvem.
Entre os principais desafios identificados em 2025 estão a infraestrutura de segurança física desatualizada (31,4%), a dificuldade de capacitação de profissionais (29,5%) e a escassez de talentos (28,6%). A integração de novas tecnologias e a modernização de sistemas legados também aparecem como entraves.
Tendências para 2026
Para 2026, as prioridades das organizações incluem proteção de dados e cibersegurança (62,9%), redução de riscos operacionais (50,5%), inovação tecnológica (44,8%) e eficiência com redução de custos (42,9%). O cenário também indica aumento de investimentos: 53,3% das empresas pretendem ampliar aportes em segurança eletrônica, enquanto 39% devem manter os níveis atuais e 7,6% projetam redução.
“A cibersegurança deixou de ser apenas uma prioridade operacional e passou a ser uma preocupação estratégica de longo prazo. A menção frequente ao ‘uso malicioso de IA’ demonstra que as organizações estão cientes dos novos vetores de ataque que surgem com a adoção de tecnologias emergentes”, afirma o executivo.
Entre as tendências destacadas estão a convergência entre Internet das Coisas, inteligência artificial e redes 5G, o avanço da automação com sistemas mais autônomos, o crescimento do uso de video analytics e reconhecimento inteligente e a integração entre segurança física e cibersegurança. A proteção de dados também ganha relevância, com maior atenção a ataques sofisticados, uso indevido de IA e necessidade de criptografia mais robusta.






