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Investimentos em IA devem dobrar até 2026, aponta estudo do BCG

Pesquisa indica maior protagonismo dos CEOs e mudança no papel da tecnologia nas empresas

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Uma pesquisa global do Boston Consulting Group (BCG), intitulada “As AI Investments Surge, CEOs Take the Lead”, aponta que 2026 tende a ser um ano relevante para a inteligência artificial, com investimentos corporativos projetados para crescer de 0,8% para cerca de 1,7% das receitas.

O levantamento (disponível aqui) mostra uma mudança na condução das estratégias de IA nas empresas. Segundo os dados, 94% dos executivos afirmam que continuarão investindo na tecnologia mesmo sem retornos imediatos, enquanto cerca de 90% acreditam que, até 2028, a IA deve redefinir os critérios de sucesso em seus setores.

Apesar de preocupações relacionadas à privacidade de dados e segurança cibernética, mencionadas por 53% dos entrevistados, e à falta de controle ou compreensão das decisões de IA, citada por 41%, o nível de confiança segue elevado. De acordo com o estudo, 82% dos CEOs estão mais otimistas com o retorno sobre o investimento em IA em comparação ao ano anterior. Além disso, cerca de 90% acreditam que agentes de IA devem gerar resultados mensuráveis já em 2026.

“Esse reconhecimento reflete uma convicção clara: a IA não é apenas uma tecnologia, uma ferramenta. Trata-se de um catalisador para uma redefinição completa da organização – da estratégia às operações, da cultura à gestão de risco e ao modelo de talentos. A dimensão dessa transformação é tão profunda que metade dos CEOs acredita que a própria estabilidade de seus cargos depende do sucesso na aplicação da IA”, afirma Alexandre Montoro, diretor executivo e sócio do BCG.

Para 2026, a consultoria projeta que o setor de tecnologia liderará os investimentos em IA como proporção da receita (2,1%), seguido por instituições financeiras (2%) e pelos segmentos de seguros e energia e utilities (1,9%). Esses últimos registraram o maior aumento em um ano, com avanço de 1,3 ponto percentual.

Perfis de lideranças

O estudo também classifica os CEOs em três perfis em relação à adoção de IA. Os chamados seguidores, que representam cerca de 15%, reconhecem o potencial da tecnologia, mas avançam de forma gradual e com menor volume de investimento. Já os pragmáticos, aproximadamente 70%, adotam uma postura mais ativa, ampliando investimentos e equipes, porém sem mudanças estruturais profundas. Por fim, os pioneiros, também em torno de 15%, priorizam transformações em larga escala, com maior foco em agentes de IA e capacitação acelerada das equipes.

De acordo com o levantamento, CEOs pioneiros destinam cerca de 60% de seus orçamentos de IA para agentes em 2026, enquanto seguidores e pragmáticos alocam cerca de 25%. Além disso, 58% dos pioneiros veem a transformação completa com agentes de IA como uma das principais oportunidades no curto prazo, ante 40% dos pragmáticos e 30% dos seguidores.

Para executivos que buscam avançar na adoção da tecnologia, o BCG recomenda priorizar a IA nas estratégias corporativas, desenvolver conhecimento sobre o tema, manter investimentos consistentes, capacitar equipes e acompanhar resultados de forma contínua.

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