Imagina o perigo...

Meta recua com recurso que gerava imagens de IA em contas do Instagram e reacende debate sobre deepfakes

Estudo da Check Point mostra que até especialistas têm dificuldade para distinguir rostos gerados por inteligência artificial, ampliando os riscos de fraudes digitais.

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A decisão da Meta de retirar do Instagram um recurso de inteligência artificial voltado à criação de imagens reacendeu o debate sobre os desafios de diferenciar conteúdos reais daqueles produzidos por IA. A ferramenta, chamada Muse Image, foi descontinuada após críticas relacionadas ao uso de imagens de usuários, privacidade e direitos autorais.

O recurso permitia gerar imagens a partir de contas públicas do Instagram por meio da inclusão do perfil nos comandos enviados à IA. Após a repercussão negativa, a Meta reconheceu que a funcionalidade não alcançou o objetivo de estimular a criatividade dos usuários.

O episódio reforça um cenário apontado pelo AI Security Report 2026, da Check Point Research, divisão de inteligência em ameaças da Check Point Software. Segundo o estudo, até pessoas com elevada capacidade de reconhecimento facial acertaram apenas 41% das tentativas de identificar rostos produzidos por inteligência artificial. Entre o público em geral, o índice de acerto foi ainda menor, chegando a apenas 30%.

De acordo com o levantamento, a evolução das ferramentas de IA generativa tem elevado o nível de realismo de imagens sintéticas, dificultando a identificação de conteúdos manipulados e aumentando o potencial de aplicação dessas tecnologias em golpes e fraudes digitais.

“Ferramentas de IA generativa produzem imagens cada vez mais realistas, o que reduz a capacidade das pessoas de identificar conteúdos falsos. Esse cenário amplia o potencial de fraudes digitais e reforça a importância de adotar hábitos simples de verificação antes de confiar em imagens, perfis ou solicitações recebidas pela internet”, afirma Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Brasil.

O relatório também destaca que a inteligência artificial vem alterando o cenário do cibercrime ao tornar ataques e tentativas de fraude mais sofisticados, exigindo maior atenção de consumidores e organizações na validação de conteúdos e informações compartilhadas no ambiente digital.

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