Entrando em uma nova etapa de atuação, o netLex quer ampliar sua presença no mercado de gestão de contratos e aposta em agentes de IA para conquistar ainda mais negócios. A empresa realizará no dia 21 de maio, às 16h, o evento online netLex Vision para apresentar um conjunto de agentes voltados a dar mais agilidade e eficiência à gestão do ciclo de vida de contratos.
Durante o encontro, a companhia anunciará quatro agentes de inteligência artificial integrados à sua plataforma — Creation, Review, Management e Intake — desenvolvidos para automatizar etapas da operação contratual, ampliar a governança e transformar dados em apoio à tomada de decisão em tempo real. Em entrevista exclusiva ao IA Brasil Notícias, o Head de Marketing do netLex, Gabriel Falcione, antecipa parte das novidades que serão apresentadas e fala sobre as expectativas de novos negócios.
Para se inscrever gratuitamente no netLex Vision, acesse este link.
Como será a dinâmica do netLex Vision e como o conteúdo foi estruturado?
O netLex Vision nasce para antecipar os rumos do mercado. É impossível falar de futuro sem abordar a inteligência artificial, que é equivalente a uma movimentação de “placas tectônicas” que ocorre sob nossos pés. Estruturamos o evento em três blocos: o primeiro analisa as tendências do setor, das embrionárias às já consolidadas; o segundo apresenta como nossa plataforma responde a esses movimentos; e o terceiro dá voz aos nossos clientes, que compartilharão suas experiências reais.
Quais oportunidades o netLex identificou para o lançamento desses quatro agentes de IA?
O mercado de CLM (Contract Lifecycle Management – gerenciamento do ciclo de vida do contrato) passa por uma mudança profunda de perspectiva. Em poucos anos, o CLM será tão essencial quanto um ERP ou CRM, integrando a tech stack fundamental de qualquer organização. Entendemos que o contrato é um organismo vivo; hoje, muitas empresas perdem valor por falta de visibilidade ou de um workflow inteligente que alinhe os departamentos. Os agentes de IA surgem justamente para preencher esse gap de eficiência e governança.

Como você descreveria a evolução tecnológica que nos trouxe até este momento dos agentes de IA?
Podemos dividir essa evolução em três camadas. A primeira geração dos CLMs servia apenas como um repositório centralizado na nuvem. A segunda adicionou a capacidade de extrair metadados e buscar dados estruturados para facilitar a revisão — fase onde grande parte do mercado ainda se encontra.
Agora, vivemos a terceira etapa: a era do multi-agent. O mercado caminha para uma estrutura de agentes especializados. O netLex vai lançar quatro agentes com funções distintas: um para criar o contrato sob premissas específicas, outro para revisá-lo conforme o clausulário da empresa, um terceiro para gerenciar o fluxo de aprovações e, por fim, o agente de intake, que extrai informações cruciais e fornece contexto.
Com este lançamento, o netLex se posiciona na vanguarda dessa jornada para ser uma empresa genuinamente multiagente.
Poderia detalhar como funcionam as novas tecnologias que serão apresentadas no evento?
Com certeza. Começando pelo agente de Creation, ele é voltado especialmente para empresas em fase de escala — as scale-ups — ou marcas que ainda não possuem um departamento jurídico robusto, mas que precisam de agilidade para crescer. Quando lidamos com grandes corporações, elas geralmente já possuem seus templates e clausulários definidos. O que propomos com este agente é desde o ajuste fino nesses templates já existentes até a criação do zero, utilizando uma base de modelos que oferecemos de acordo com o setor.
O grande trunfo aqui é o ganho de tempo. Sabemos que um contrato de locação, por exemplo, exige ajustes específicos como o nome do locatário, mas possui uma base comum — índices de correção, foro, etc. — que não muda. O agente de criação automatiza essa base para dar velocidade a quem opera grandes volumes.

Como o agente de Review atua na etapa crítica de análise de documentos?
O agente de Review atua diretamente na revisão minuciosa e marcação de alterações no texto, sendo essencial para empresas que precisam validar as condições de uma venda. Ele opera estritamente conforme o manual de regras de cada cliente: se o seu teto de comissão é 10% e o contrato prevê 15%, a IA identifica o conflito automaticamente. O diferencial é o grau de autonomia: o usuário pode configurar a ferramenta para apenas alertar sobre o erro ou permitir que ela já corrija o valor e devolva o documento para a outra parte. Em suma, o agente funciona como um guardião das diretrizes do negócio em cada contrato.
Poderia agora falar mais a respeito do Management Agent?
Eu dividiria a atuação desse agente em duas frentes. A primeira delas é a integridade de workflow. Em um CLM, a integridade é inegociável. Quando lidamos com contratos, precisamos garantir que todas as partes interessadas tenham visibilidade e assinem na ordem correta. O contrato é complexo, envolve aditivos e anexos, e o agente de gestão garante que o fluxo seja respeitado e que haja um registro auditável de quem leu e aprovou cada etapa.
A segunda frente do Management é a extração de insights estratégicos. O agente de gestão analisa essa massa de contratos para identificar gargalos operacionais ou oportunidades de negócio.

E como funciona o processo de solicitação de demandas para o jurídico? Onde entra o agente de Intake?
O Intake é a parte que mais se distancia do “jurídico puro” e foca na experiência do colaborador. Ele centraliza e automatiza o atendimento de demandas jurídicas em canais como Slack e Teams, respondendo dúvidas recorrentes e encaminhando casos complexos de forma inteligente.
Para encerrarmos, qual é a expectativa com o netLex Vision e como esse movimento deve impactar a estratégia comercial e a expansão do netLex?
Nosso maior objetivo é consolidar o netLex como o player que lidera a provocação sobre a inteligência artificial no setor, conectando o mercado a uma movimentação tecnológica global. Queremos deixar de olhar apenas para dentro e passar a pautar o ecossistema do mercado.
Do ponto de vista de negócios, pretendemos mostrar que o CLM caminha para ser agnóstico em relação aos departamentos: a gestão de contratos deixou de ser uma exclusividade do jurídico para se tornar uma ferramenta estratégica de outros departamentos. Nossa meta é elevar o contrato ao centro da decisão corporativa. Ao posicioná-lo como peça-chave para a eficiência das empresas, naturalmente abrimos portas para novos negócios.






