A Stefanini Cyber, unidade de cibersegurança do Grupo Stefanini, vem ampliando o uso de inteligência artificial para fortalecer uma estratégia de segurança preemptiva. A abordagem utiliza IA para processar grandes volumes de dados, correlacionar sinais e identificar comportamentos que possam indicar a preparação de um ataque.
Diferentemente da prevenção tradicional, que busca reduzir vulnerabilidades conhecidas e mitigar riscos potenciais, a cibersegurança preemptiva procura reconhecer sinais de uma ameaça iminente para permitir que as empresas atuem antes da concretização da ofensiva.
“O modelo tradicional parte da premissa de que o atacante encontrará uma vulnerabilidade e a explorará. A estratégia preemptiva trabalha de outra forma. Independentemente da vulnerabilidade existente, buscamos identificar se há sinais de que um ataque está sendo planejado. O foco deixa de ser apenas a falha e passa a ser o comportamento”, afirma Leidivino Natal, CEO global da Stefanini Cyber.
Segundo o executivo, a popularização da IA aumentou a capacidade de processamento e correlação de dados, permitindo analisar milhares de eventos, reduzir ruídos e reconhecer padrões em menos tempo. Com isso, cresce a possibilidade de detectar comportamentos que antecedem ataques e tomar medidas antes que os incidentes ocorram.
Ao mesmo tempo, o perfil das ameaças também mudou. Além do sequestro de dados, grupos criminosos passaram a buscar fraudes financeiras, roubo de identidade, mineração ilícita de criptomoedas e outras formas de obter retorno financeiro rapidamente. A própria IA também vem sendo utilizada por atacantes para automatizar processos e ampliar a escala das ofensivas.
Impacto no negócio
Para a Stefanini Cyber, a antecipação de ameaças amplia o papel da cibersegurança na gestão de riscos e na continuidade das operações. Segundo Natal, essa mudança exige que as empresas revisem suas estratégias de segurança. Embora a atuação reativa ainda seja predominante em parte do mercado, setores mais maduros, como o financeiro, já incorporam modelos voltados à antecipação de ameaças.
“Essa evolução também muda o perfil dos profissionais de cibersegurança. O conhecimento técnico continua essencial, mas cresce a necessidade de líderes capazes de compreender o negócio, identificar ativos críticos e interpretar sinais que indiquem uma ameaça em preparação”, afirma.
Na avaliação do executivo, a combinação entre inteligência artificial, contexto de negócio e análise comportamental tende a ganhar importância na gestão de riscos. “A tendência é que a capacidade de antecipar riscos se consolide como um dos principais diferenciais da cibersegurança nos próximos anos. As organizações que conseguirem identificar sinais antes que o ataque se concretize terão mais condições de preservar suas operações, reduzir impactos financeiros e fortalecer sua resiliência”, conclui.






